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Luto, infância e a potência das narrativas
Mamãe disse que papai foi para o céu. Eu só não entendia por que ele teria ido lá pra cima, tão longe, sem se despedir de mim. Para a Psicanálise, não há um significante que represente a morte no Inconsciente. Portanto, nunca teremos um “saber” sobre ela; com exceção das crianças, em seus jogos simbólicos, ninguém morre e desmorre para contar como é e assim, produzir um registro. Por essa razão, todo adulto é infantil diante da morte e todo encontro com a morte impõe algo d
fernanda cruz de aragao coelho
17 de jan.6 min de leitura


As ambivalências do luto por suicídio
Como parte do calendário nacional de campanhas, “Setembro Amarelo” cumpre seu papel ao abordar a pauta da saúde mental e da prevenção do suicídio, concentrando ações antiestigma, preventivas e de conscientização. Todavia, promover orientações e difundir informações não serão suficientes para lidar com as múltiplas facetas do fenômeno. O suicídio é um ato unicamente humano que expõe a condição originária do que temos de mais trágico. É uma tarefa que exige cuidado com o tratam
fernanda cruz de aragao coelho
17 de jan.3 min de leitura


Mãe suficientemente boa
“A mulher é a primeira casa de todo e qualquer sujeito". Entretanto, a maternidade não está atrelada à capacidade biológica da mulher de gestar. É preciso, ainda, questionarmos o "mito do amor materno" para além da data tão aguardada pelo comércio e culturalmente marcada de exageros românticos, idealizações – e por certo, muitas frustrações - de ambos os lados, de mães e de filhos. Nascemos biologicamente uma vez. Psiquicamente, muitas. Não se pede para nascer, muito menos t
fernanda cruz de aragao coelho
17 de jan.1 min de leitura
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